Abra a porta!

“Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a Minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele Comigo.”
Apocalipse 3.20

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Cura e equilíbrio espiritual

Figura disponível no Site Terra Mulher: http://vilamulher.terra.com.br/.
O capítulo 44 do livro “Pão Nosso”, ao abordar o contraste entre a cura física e a cura espiritual, nos faz refletir sobre o duelo individual que cada um de nós trava consigo na busca pelo aperfeiçoamento do espírito. Ao abordar a saúde do corpo e a saúde da alma, Emmanuel enfatiza a importância de buscarmos o equilíbrio físico e espiritual para alcançarmos a cura de fato e, dessa forma, não tornarmos a adoecer.

Emmanuel cita o exemplo de Jesus, que curava os enfermos e recomendava aos seus discípulos que fizessem o mesmo. Aos curados, dizia: “teus pecados estão perdoados”, reforçando esse entendimento da relação que corpo e espírito possuem. Jesus dizia aos seus apóstolos: “Curai os enfermos”, e completava “anunciai-lhes: A vós outros está próximo o reino de Deus” (Lc. 10-9).

As preocupações, mesmo que inconscientes, se manifestam no nosso corpo físico através da doença, que tem o papel de terapia para nosso espírito. Estar doente significa que nosso corpo físico nos avisa de que algo não vai bem conosco e que precisa de tratamento; contudo, muitas vezes tratamos apenas os sintomas – a febre, a dor nas costas, a ansiedade – e ignoramos suas causas. Ao curarmos as consequências da doença – os sintomas –, é comum nos darmos por satisfeitos e tomarmos o problema como resolvido; contudo, por certo adiamos a reflexão e a busca pela solução que nos levará mais um passo em direção ao equilíbrio entre corpo e espírito.

É claro que nosso corpo precisa estar em equilíbrio com nosso espírito, e aqui neste planeta temos a oportunidade de passar por dificuldades para entendermos o valor daquilo que nos cerca e a importância de nos mantermos saudáveis física, psicológica e espiritualmente. Aqui, neste planeta, temos a oportunidade de aprender com estes “remédios para a alma” que as enfermidades representam.

Sabemos que há enfermos que apenas reclamam de suas condições de saúde, e que apenas desejam que sua vontade seja realizada: anseiam pela cura dos seus corpos e desviam-se da reflexão sobre suas vidas. Contudo, devemos ter em mente que, se Deus nos permite a cura, é por Sua vontade, é uma oportunidade valiosa que Ele nos dá para que possamos mudar nosso padrão de pensamento e tratarmos das causas das nossas enfermidades.

Assim, sabemos que é bom curar a doença – se o Divino assim nos permitir –, mas o doente também deve aproveitar a oportunidade valiosa para curar seu espírito e livrar-se dos maus pensamentos e maus costumes. Quando nos for concedida a cura, devemos agradecer Àquele que concedeu a misericórdia divina e examinarmos nossa consciência, a fim de eliminarmos os maus pensamentos e retomarmos o caminho do bem.

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Texto baseado no capítulo 44 do livro "Pão Nosso", de Emmanuel e Chico Xavier.
Palestra do dia 01 de abril de 2011 na Sociedade Espírita União Porto-Alegrense, realizada pela autora deste post.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

NASA confirma descoberta de nova forma primitiva de vida

No início do mês de dezembro de 2010, em meio aos vazamentos de informações confidenciais do governo dos EUA publicadas no site WikiLeaks, a NASA confirma a descoberta de uma nova forma de vida diferente do conceito conhecido e aceito no meio científico até o momento.

Um micróbio encontrado em um lago tóxico na Califórnia é o causador da revolução acerca do conceito de vida, como até então era concebido: acreditava-se que todas as formas de vida tivessem, como base, o fósforo em sua composição. Contudo, esse pequeno ser substituiu o fósforo pelo arsênio, que é um elemento extremamente tóxico no nosso planeta, especialmente na sua forma inorgânica.

A descoberta de uma forma de vida com uma base diferente da que se conhece até hoje amplia as possibilidades de pesquisa da existência de vida em outros planetas. Isso significa que, a partir desta descoberta, os cientistas poderão ampliar seu leque de amostras coletadas no espaço para enriquecer seus estudos. Novas possibilidades de encontrar outros seres habitando planetas diferentes poderão ser ponderadas a partir dessa nova concepção.

A existência de outras formas de vida em planetas inabitados (ou inabitáveis, se forem tomadas como base as condições humanas) também reacende a ideia de que o homem não está sozinho no Universo. Embora muitas pessoas ao redor do mundo esperassem uma réplica de um ser humano - talvez parecido com o que se vê nos filmes de ficção científica -, os cientistas estão confiantes e animados com a nova descoberta e com o futuro das pesquisas.

Saiba mais através dos links:
Notícias Terra
BBC News (em inglês)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Memória e raciocínio vegetal: será que é possível?

A matéria publicada na edição eletrônica do Diário do Pará em julho deste ano trouxe à tona uma pesquisa realizada na Universidade de Varsóvia de Ciências da Vida acerca da possibilidade de plantas reterem informações sobre o seu ambiente e utilizarem esta informação para sua adaptação.

Arabidopsis thaliana (Imagem original em Katholieke Universiteith Leuven)
A pesquisa coordenada pelo professor Stanislaw Karpinski utilizou a espécie Arabidopsis thaliana, pertencente à família da mostarda, partindo da hipótese de que os sinais químicos poderiam percorrer toda a planta. Segundo a pesquisa, esses vegetais possuem uma forma primitiva de memória, aprendizado e raciocínio, e são capazes de reter informações sobre o ambiente.

Outra pesquisa, realizada em 2007 por pesquisadores holandeses com trevos da espécie Trifolium repens, já demonstrava que os indivíduos desta espécie de trevo estavam interconectados e alertavam uns aos outros sobre a presença de lagartas parasitas e, assim, estes indivíduos reagiam à ameaça deixando suas folhas mais duras e menos apetitosas.

Veja a matéria completa no Diário do Pará.

Outros links:
Revista Abril
Revista Superinteressante

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Saudades dos que estão no lado de lá!

Hoje é o dia dedicado aos mortos. Aquelas pessoas queridas que não caminham mais sobre a Terra em seu veículo físico. Muitos se foram sem avisar, de uma hora para outra. Outros tantos amargaram longos períodos de lutas contra doenças ou contra a idade avançada que aos poucos retira nossas faculdades. Há também aqueles que foram-nos tirados abruptamente, de forma injusta.

Muitos vêem este dia com indiferença. Mais um feriado para ir à praia. "Que feriado é hoje mesmo? Ah, Finados... Que estejam em paz!". Afinal, vou comemorar que estou vivo enquanto não faço parte dos finados... Alguns lembram e fazem uma oração... em casa, no cemitério, na igreja do credo que for... Uns oram com uma tristeza sofrida, com rebeldia, uma não-conformidade... "Por que o Pai Celestial te tirou de nós?"... "Não consigo viver sem ti!"... "Fostes embora tão jovem!" ... "Não consegui pedir perdão!"... "Não consegui dizer o quanto te amava!"... Ah sim, a maioria leva flores... para perfumar e embelezar a "última morada"... ou para nos lembrar que somos tão efêmeros sobre a Terra quanto essas mesmas flores??

E se... nossos queridos lá estivessem a nos abraçar, contudo em outro plano de existência? Quão belo é saber que os poderemos ver de novo, conversar e estar junto s mais uma vez! "Aguenta ai, quando eu terminar meus assuntos aqui na Terra eu volto!" ... "Saudades de ti... manda um alô para todos da família que estão contigo!" ... "Me dá uma mão, manda algumas energias boas que o bicho está pegando aqui!"...

Que vida mais sem graça se fosse restrita a nascer - crescer - morrer e ponto final. Onde está a razão disso? E aqueles que só fazem besteiras na vida, não tem uma segunda chance? Não podem recomeçar, mostrar que têm uma centelha divina pulsante e ansiosa para brilhar? Claro que sim! Tão misericordioso é o Pai que nos permite voltar à carne para redimir-nos de nossos débitos! Nestas idas e vindas que ficamos separados de nossos entes queridos, aliás, nossas "almas afins". Bem lá no fundo sabemos que é apenas temporário. O que é nossa vida aqui na Terra ante a eternidade? Apenas um instante.

"Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir sempre, tal é a lei." - Allan Kardec

Sabendo que a verdadeira vida é a vida do Espírito, me pergunto se estes no outro plano também comemoram o "Dia de Finados", sendo que para eles os mortos somos nós aqui na Terra. Eles lá pelo menos tem a certeza absoluta de que retornaremos. Por aqui muitos ainda duvidam. O mais importante é não guardar mágoa, revolta, dor, raiva... contra outrém ou contra Deus por nossos entes queridos não estarem mais conosco na Terra em carne e osso. Nem culpar-se por não ter dito ou desdito algo antes de partirem. Deve-se agradecer ao Pai a oportunidade de compartilhar maravilhosos momentos com eles aqui e a alegria de ter uma eternidade para compartilhar juntos!

Ao Pai Celestial rendo graças pela Boa Nova do Cristo e pela Vida Eterna! Que assim seja!



domingo, 31 de outubro de 2010

Convenções: as leis criadas pelo homem

Quando nos deparamos com o título do capitulo 30 do livro "Pão Nosso", podemos pensar em algumas possibilidades: convenções cartográficas, convenções de trabalho, e convenções sociais, entre outras. Se pensarmos nas convenções sociais, teremos listadas as cerimônias, os rituais, os encontros, os pactos, entre tantas outras convenções criadas pelo homem. Logo, algumas das convenções listadas podem ser consideradas regras de convivência criadas pelo homem para que todos pudessem se entender e compartilhar de algumas condições comuns para a vida em sociedade.

As convenções sociais se originam de experiências compartilhadas por um grupo de pessoas. Algumas destas, quando aceitas pela maioria, podem se tornar regras mais rígidas ou, seja, podem vir a se tornar leis, e é a estas convenções que o capítulo 30 faz menção. As leis foram criadas pelo homem e para o homem e, se fossem ruins, Emmanuel afirma que Deus não permitiria sua criação. O homem deve respeitá-las para o seu desenvolvimento, mas não deve tornar-se prisioneiro delas.

O capítulo inicia com a passagem bíblica "E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado." (Marcos, 2:27). Esta passagem nos remete à época em que Jesus vivia, quando o sábado era considerado um dia sagrado, um dia que deveria ser dedicado ao recolhimento e à reflexão. Esta era uma regra geral, ou seja, uma lei para aquela sociedade naquele tempo.

Embora a humanidade tenha se desenvolvido bastante em mais de dois mil anos e muitas de suas leis tenham mudado igualmente, ainda hoje podemos encontrar pessoas que fazem das regras o centro de suas vidas. Emmanuel cita como exemplo o funcionário público que deixa de fazer um bem maior por que falta um selo minúsculo em um documento. Temos exemplos na mídia de pessoas que morrem nas filas dos postos de saúde por causa de entraves burocráticos, sim, mas também podemos pensar nos problemas com as operadoras de telefonia que também se tornaram comuns, mesmo que as conseqüencias desses exemplos não tenham a mesma gravidade.

Mas isso quer dizer que as leis convencionadas são ruins? Não, pois se assim fossem, Deus não as teria permitido existir. Ao contrário, elas são úteis: organizam e regram a convivência e as ações, colaboram na medida dos esforços individuais. Ajudaram a civilização a se organizar e evoluir ao longo dos séculos; contudo, não podem ser o único requisito ou se tornar um obstáculo intransponível. Não podemos colocar as leis humanas acima das leis divinas, que são imutáveis.

As convenções existem para auxiliar no aprimoramento e na evolução do homem. O planeta foi edificado através do trabalho do homem, e isso merece o devido reconhecimento, mas acima destas leis está a lei que rege o Universo, a lei imutável: a lei de amor de Deus, e esta fica acima de toda e qualquer lei que possa ser escrita por habitantes deste ou de outros mundos.

As convenções possuem sua utilidade, mas não devem engessar as nossas vidas. As regras não podem nos aprisionar, tornarem-se uma prisão sem grades. Elas existem para ajudar no desenvolvimento da humanidade e, imperfeitas que são, precisam ser revisadas de tempos em tempo, pois são criações do homem. Respeitemo-las, mas não façamos delas a nossa prisão.
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Texto baseado no capítulo 30 do livro "Pão Nosso", de Emmanuel e Chico Xavier.
Palestra do dia 29 de outubro de 2010 na Sociedade Espírita União Porto-Alegrense, pela autora deste post.