Abra a porta!

“Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a Minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele Comigo.”
Apocalipse 3.20

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Tambores de Angola

Frater irmãos!

Quero compartilhar com todos uma leitura elucidativa e de suma importância para o tema Espiritismo e Umbanda, uma vez que há ainda confusão tanto entre seus praticantes quanto os demais irmãos não praticantes. Transcrevo aqui um trecho iluminador e convido a todos lerem esta obra psicografada por Robson Pinheiro, pelo espírito Angelo Inacio:

"  _ Mas poderia me esclarecer qual a verdadeira natureza e origem da Umbanda? Às vezes se é mal informado a respeito e confunde-se muito Umbanda com Espiritismo. A ignorância a respeito é generalizada.
  _ Pois bem Ângelo tentarei trazer um pouco de luz sobre o assunto, embora não pretenda esgota-lo.
  Desde que os negros foram tirados de sua terra, na África vieram para o Brasil com o rancor e o ódio em seus corações, pois muitos foram enganados pelo homem branco e feitos prisioneiros, escravos e feridos em sua dignidade, distantes da pátria e dos que amavam. Foram transcorrendo os anos de lutas e dores e o negro mantinha em seus costumes e na religião, a invocação das forças da natureza, as quais chamavam de orixás, espécies de deuses a quem cultuavam com todo o fervor de suas vidas. Aprenderam com o tempo a se vingar de seus senhores e déspotas, através de pactos com entidades perversas e com as magias negras, que outra coisa não era senão as energias magnéticas empregadas de forma equivocada. Dessa maneira o culto inicial aos orixás foi-se transformando em métodos de vingança, em pactos com entidades trevosas que assumiam o papel dessas forças da natureza ou orixás, disseminando o que se chamava de Candomblé que, na época era um disfarce para uma serie de atividades menos dignas no campo da magia.
  Com o tempo, foi-se formando uma atmosfera psíquica indesejável no campo áurico do Brasil, que havia sido destinado a ser a pátria do evangelho redivivo, onde estava sendo transplantada a árvore abençoada do Cristianismo pelas bases eternas do Espiritismo. A psicosfera criada no ambiente espiritual da nação foi de tal maneira violenta que entidades ligadas aos lugares de sofrimento nas senzalas encarnavam e desencarnavam conservando o ódio nos corações com exceção daquelas que entendiam o aspecto espiritual da vida. Assim a magia negra foi se espalhando em forma de culto pelas terras brasileiras. Do norte ao sul do país, as oferendas, os despachos ou os ebós eram oferecidos pelos pais-de-santo, pelos mestres do Catimbó ou de outros cultos que proliferavam a cada dia, criando uma crosta mental sobre os céus da nação.
  Nos planos etéreos da vida, reuniram-se então entidades de alta hierarquia com o objetivo de encontrar uma solução para desfazer a egrégora negativa que se formava na psicosfera do Brasil. A magia negra deveria ser combatida e seus efeitos destrutivos haveriam de ser desmanchados de maneira a transformar os próprios centros de atividades dos cultos degradantes em lugares que irradiassem o amor e a caridade, única forma de se modificar o panorama sombrio. Havia necessidade de que espíritos esclarecidos se manifestassem para realizar tal cometimento. E assim, foram se apresentando uma a uma, aquelas entidades iluminadas que haveriam de modificar suas formas perispirituais, assumindo a conformação de pretos velhos e caboclos e levariam a mensagem de caridade através da Umbanda cujo objetivo inicial seria o de desfazer a carga negativa que se abatia sobre os corações dos homens no Brasil. A Umbanda seria o elo de ligação com o Alto; penetraria aos poucos nos redutos de magia negra ou nos terreiros de Candomblé, os quais ainda se mantinham enganados quanto às leis de amor e caridade e iria transformando com as palavras de um preto velho ou as advertências do caboclo, os sentimentos das pessoas. E para isso meu amigo, era necessário que elevados companheiros da Vida Maior renunciassem a certos métodos de trabalho considerados mais elevados e se dedicassem às atividades que a Umbanda se propunha. A esses companheiros de elevada hierarquia espiritual juntaram-se espíritos de antigos escravos e índios que serviram por muito tempo nas fazendas e nos arraiais da Terra do Cruzeiro e em sua simplicidade e boa vontade, propuseram-se a trabalhar para demonstrar ao homem branco e civilizado as lições sagradas da Umbanda. Manifestavam-se aqui e acolá ensinando suas rezas, mandingas e beberagens, auxiliando a curar doenças e dando lições de amor e humildade. Na verdade, a Umbanda tem conseguido seu intento e aos poucos vão sumindo dos corações dos oprimidos o desejo de vingança, o ódio e o rancor. Os cultos afros em sua essência vão se transformando, auxiliando o progresso daqueles que sintonizam com tais expressões de religiosidade. A Umbanda está modificando o aspecto desses cultos de origem africana e transformando-os gradativamente numa religião mais espiritualizada.
  Na palavra de um caboclo ou de um preto velho, a lei de causa e efeito é ensinada por meio de Xangô que simboliza a justiça; a reencarnação torna-se mais compreensível às pessoas mais simples quando o preto fala de sua outra vida como escravo e da oportunidade de voltar a Terra em novo corpo, para ajudar seus filhos. A força das matas, das ervas, é ensinada na fala de Oxossi; o amor é personificado em Oxum e a força de transformação, a energia da vitalidade é apresentada nas palavras de Ogum.
  Mas há muito ainda que fazer, muito trabalho a realizar. Nossa explicação não esgota o assunto, mostra apenas um aspecto da Umbanda que guarda suas raízes em épocas muito distantes no tempo."

(...)

"_ E quanto a esses pais-de-santo e centros de Umbanda que se espalham pelo país, será que estão conscientes disso tudo?
  _ Não podemos esperar a mesma compreensão por parte de todos, meu filho – respondeu-me. _ Existe muita ignorância no meio e os próprios responsáveis pelos terreiros e pelas tendas umbandistas concorrem para que o povo tenha uma idéia errada da Umbanda. Em seus fundamentos, a Umbanda nada tem a ver com o Espiritismo, o que não é bem esclarecido nos meios umbandistas. Começa aí a confusão. Tomou-se emprestado o nome “espírita”, como se ele designasse todas as expressões de mediunismo e descaracterizou-se muito a Umbanda. Por outro lado, espíritos tem baixado ao mundo com a missão de esclarecer e de certa forma dar um corpo doutrinário à Umbanda, escrevendo livros sérios a respeito do assunto, os quais são ignorados por muitos adeptos. Aos poucos, a verdade irá se espalhando e quem sabe, num futuro próximo haveremos de ver abolidos os sacrifícios de animais, as oferendas e uma série de outras coisas que nada tem a ver com a Umbanda, mas com outras expressões de cultos de origem afro, os quais são respeitáveis mas diferem em seus objetivos da verdadeira Umbanda.
  Pais e mães-de-santo que vivem enganando as pessoas, ciganas e ledoras de sorte que cobram por seus “trabalhos”, não tem nenhuma relação com os objetivos elevados que os mentores da Umbanda programaram. São pessoas ignorantes das verdades eternas e responderão ao seu tempo por suas ações inescrupulosas.
  A caridade é lei universal e nós que trabalhamos nas searas umbandistas devemos ter nela o guia infalível de nossas atividades. Assim como nem todos os centros espíritas que dizem adotar a codificação de Allan Kardec são na realidade espíritas, também muitas tendas e terreiros não representam os conceitos sagrados da Umbanda. Acredito que Allan Kardec permanece ainda grandemente desconhecido entre aqueles que se dizem adeptos da doutrina espírita, como também você poderá notar que muitos umbandistas permanecem ignorantes das verdades e dos fundamentos de sua religião. Temos que trabalhar unidos pelo bem e esperar; o tempo haverá de corrigir todos os equívocos de nossas almas, através das experiências que vivenciarmos.
  _ Mas você acha meu irmão, que é possível o trabalho conjunto entre os espíritos espíritas e os umbandistas?
  _ Perfeitamente, Ângelo. A presença de vocês aqui é uma prova disso. Da mesma forma temos muitos dos nossos trabalhando nos centros Kardecistas, auxiliando aqui e ali nos trabalhos de cura e desobsessão. O fato de nós trabalharmos em conjunto não nos faz robôs, não pensamos de maneira idêntica. Guardamos a nossa opção intima e afinal – disse sorrindo – nisso está a verdadeira fraternidade que nos amemos uns aos outros e respeitemos as convicções pessoais, pois se os métodos de trabalho se multiplicam ao infinito, o Senhor da vinha permanece sendo um só, Jesus ou Oxalá.
  Abraçou-me o companheiro espiritual e saímos alegres para a tarefa que nos aguardava.  "
Trecho retirado do livro "Tambores de Angola" psicografado por Robson Pinheiro pelo espírito Angelo Inacio. Disponível para download no formato PDF no endereço http://www.espiritismogi.com.br/livrosd.htm 
Saravá!

domingo, 14 de agosto de 2011

Sigamos até lá!


O capítulo 62 do livro “Pão Nosso”, de Emmanuel e Chico, trata do exemplo de bondade e amor de Jesus para os homens. Jesus dedicou toda sua vida para nos servir, a servir à humanidade: servir a todos, sem distinção.

Sabemos que o homem eleva-se com Jesus, e que assim sua vida tem sentido. Só atingimos a vida plena de harmonia e beleza através desse entendimento.

O capítulo inicia com as seguintes palavras: “O Mestre desceu para servir” e ponto. Dedicou-se a servir de exemplo de amor, caridade e fraternidade, ou seja, veio para nos mostrar como podemos chegar a Deus através do seu exemplo.

No entanto, Jesus poderia ter vindo como rei e desfrutado das melhores coisas da vida, poderia apenas ter passado por aqui para verificar como estávamos nos desenvolvendo, mas Jesus decidiu se envolver.

Poderia ter orientado os espíritos sobre o trabalho a ser feito. Poderia ter vindo em espírito e intuído outros homens sobre como gostaria que tudo fosse realizado, poderia ter permanecido divino.

Contudo, ele decidiu nos dar o exemplo, decidiu que iria nos mostrar como ele gostaria que fôssemos uns com os outros, como deveríamos interagir, quais as virtudes que deveríamos cultivar para voltarmos em paz para a espiritualidade.

Nem todos nós, à época, entendemos seu exemplo e, ao não entendermos, fizemos aquilo que sabíamos fazer: desconfiamos, negamos suas boas intenções, nos omitimos quando fomos chamados a servir.

Na época, muitos acharam que Jesus pedia demais, pedia algo impossível de ser feito, mas ele só pedia que nos amássemos e amássemos nosso próximo como a nós mesmos. Jesus só queria que o AMOR tomasse seu lugar em nossas vidas.

Não estávamos preparados para nos despir de nossas vaidades, de nossas riquezas materiais, de nosso status social apenas para servir ao próximo sem esperar nada em troca.

Quando Jesus disse: “vem e me segue”, ele quis que entendêssemos o seu convite: “Vem e segue o meu exemplo. Faz o que eu faço. Ama como eu amo. Ajuda como eu ajudo. Te doa, como eu me dôo.

Não importa como será o dia de amanhã, nem como foi o dia de ontem. Age com tranquilidade, ajuda teu irmão e não fica esperando retorno. Não ajuda só pelo teu próprio benefício, pois a tua recompensa virá a seu tempo.

Trabalha para o bem sem esperar nada em troca.” Todos precisam de ajuda. Todos precisam de amor. Todos precisam de Jesus.

Jesus poderia ter vivido uma vida serena e tranquila, sem necessidades, mas escolheu viver entre nós para que a gente pudesse entender que é possível chegar junto a Deus, mas precisamos trabalhar para merecer isso.

Jesus nos convida todos os dias, a cada despertar, a seguirmos o seu exemplo de amor e caridade. Pensemos neste convite com carinho, pois Jesus fez tudo o que pôde para entendermos o que Deus quer de nós: entregou sua própria vida para servir de exemplo.
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Texto baseado no capítulo 62 do livro "Pão Nosso", de Emmanuel e Chico Xavier.
Palestra do dia 05 de agosto de 2011 na Sociedade Espírita União Porto-Alegrense, realizada pela autora deste post.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Cura e equilíbrio espiritual

Figura disponível no Site Terra Mulher: http://vilamulher.terra.com.br/.
O capítulo 44 do livro “Pão Nosso”, ao abordar o contraste entre a cura física e a cura espiritual, nos faz refletir sobre o duelo individual que cada um de nós trava consigo na busca pelo aperfeiçoamento do espírito. Ao abordar a saúde do corpo e a saúde da alma, Emmanuel enfatiza a importância de buscarmos o equilíbrio físico e espiritual para alcançarmos a cura de fato e, dessa forma, não tornarmos a adoecer.

Emmanuel cita o exemplo de Jesus, que curava os enfermos e recomendava aos seus discípulos que fizessem o mesmo. Aos curados, dizia: “teus pecados estão perdoados”, reforçando esse entendimento da relação que corpo e espírito possuem. Jesus dizia aos seus apóstolos: “Curai os enfermos”, e completava “anunciai-lhes: A vós outros está próximo o reino de Deus” (Lc. 10-9).

As preocupações, mesmo que inconscientes, se manifestam no nosso corpo físico através da doença, que tem o papel de terapia para nosso espírito. Estar doente significa que nosso corpo físico nos avisa de que algo não vai bem conosco e que precisa de tratamento; contudo, muitas vezes tratamos apenas os sintomas – a febre, a dor nas costas, a ansiedade – e ignoramos suas causas. Ao curarmos as consequências da doença – os sintomas –, é comum nos darmos por satisfeitos e tomarmos o problema como resolvido; contudo, por certo adiamos a reflexão e a busca pela solução que nos levará mais um passo em direção ao equilíbrio entre corpo e espírito.

É claro que nosso corpo precisa estar em equilíbrio com nosso espírito, e aqui neste planeta temos a oportunidade de passar por dificuldades para entendermos o valor daquilo que nos cerca e a importância de nos mantermos saudáveis física, psicológica e espiritualmente. Aqui, neste planeta, temos a oportunidade de aprender com estes “remédios para a alma” que as enfermidades representam.

Sabemos que há enfermos que apenas reclamam de suas condições de saúde, e que apenas desejam que sua vontade seja realizada: anseiam pela cura dos seus corpos e desviam-se da reflexão sobre suas vidas. Contudo, devemos ter em mente que, se Deus nos permite a cura, é por Sua vontade, é uma oportunidade valiosa que Ele nos dá para que possamos mudar nosso padrão de pensamento e tratarmos das causas das nossas enfermidades.

Assim, sabemos que é bom curar a doença – se o Divino assim nos permitir –, mas o doente também deve aproveitar a oportunidade valiosa para curar seu espírito e livrar-se dos maus pensamentos e maus costumes. Quando nos for concedida a cura, devemos agradecer Àquele que concedeu a misericórdia divina e examinarmos nossa consciência, a fim de eliminarmos os maus pensamentos e retomarmos o caminho do bem.

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Texto baseado no capítulo 44 do livro "Pão Nosso", de Emmanuel e Chico Xavier.
Palestra do dia 01 de abril de 2011 na Sociedade Espírita União Porto-Alegrense, realizada pela autora deste post.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

NASA confirma descoberta de nova forma primitiva de vida

No início do mês de dezembro de 2010, em meio aos vazamentos de informações confidenciais do governo dos EUA publicadas no site WikiLeaks, a NASA confirma a descoberta de uma nova forma de vida diferente do conceito conhecido e aceito no meio científico até o momento.

Um micróbio encontrado em um lago tóxico na Califórnia é o causador da revolução acerca do conceito de vida, como até então era concebido: acreditava-se que todas as formas de vida tivessem, como base, o fósforo em sua composição. Contudo, esse pequeno ser substituiu o fósforo pelo arsênio, que é um elemento extremamente tóxico no nosso planeta, especialmente na sua forma inorgânica.

A descoberta de uma forma de vida com uma base diferente da que se conhece até hoje amplia as possibilidades de pesquisa da existência de vida em outros planetas. Isso significa que, a partir desta descoberta, os cientistas poderão ampliar seu leque de amostras coletadas no espaço para enriquecer seus estudos. Novas possibilidades de encontrar outros seres habitando planetas diferentes poderão ser ponderadas a partir dessa nova concepção.

A existência de outras formas de vida em planetas inabitados (ou inabitáveis, se forem tomadas como base as condições humanas) também reacende a ideia de que o homem não está sozinho no Universo. Embora muitas pessoas ao redor do mundo esperassem uma réplica de um ser humano - talvez parecido com o que se vê nos filmes de ficção científica -, os cientistas estão confiantes e animados com a nova descoberta e com o futuro das pesquisas.

Saiba mais através dos links:
Notícias Terra
BBC News (em inglês)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Memória e raciocínio vegetal: será que é possível?

A matéria publicada na edição eletrônica do Diário do Pará em julho deste ano trouxe à tona uma pesquisa realizada na Universidade de Varsóvia de Ciências da Vida acerca da possibilidade de plantas reterem informações sobre o seu ambiente e utilizarem esta informação para sua adaptação.

Arabidopsis thaliana (Imagem original em Katholieke Universiteith Leuven)
A pesquisa coordenada pelo professor Stanislaw Karpinski utilizou a espécie Arabidopsis thaliana, pertencente à família da mostarda, partindo da hipótese de que os sinais químicos poderiam percorrer toda a planta. Segundo a pesquisa, esses vegetais possuem uma forma primitiva de memória, aprendizado e raciocínio, e são capazes de reter informações sobre o ambiente.

Outra pesquisa, realizada em 2007 por pesquisadores holandeses com trevos da espécie Trifolium repens, já demonstrava que os indivíduos desta espécie de trevo estavam interconectados e alertavam uns aos outros sobre a presença de lagartas parasitas e, assim, estes indivíduos reagiam à ameaça deixando suas folhas mais duras e menos apetitosas.

Veja a matéria completa no Diário do Pará.

Outros links:
Revista Abril
Revista Superinteressante